Para os amantes da sétima arte, uma dica imperdível de um filme que trata da identidade sexual das crianças.
TOMBOY, de Céline Sciamma (Tomboy, França, 2011).
Drama. Não foi à toa que a diretora e roteirista francesa Céline Sciamma
saiu do Festival de Berlim do ano passado com o prêmio Teddy, destinado
às produções de temática homossexual. Com abordagem original e atuação
sensacional da pequena protagonista Zoé Héran, a cineasta supera os
clichês usados em seu filme Lírios d’Água, de 2007. A menina interpreta
Laure, uma garota de 10 anos que se muda com os pais (Mathieu Demy e
Sophie Cattani) e a irmã caçula (a adorável Malonn Lévana) para um
subúrbio de Paris. É verão, Laure só veste bermudão e regata. De cabelos
curtinhos, acaba confundida pela vizinha Lisa (Jeanne Disson) com um
menino. Apresenta-se, então, como Mickäel e, a partir daí, decide
assumir a farsa para ela e os demais amiguinhos. Entre o humor e o
drama, a realizadora traz à tona conflitos triviais familiares — a
terceira gravidez da mãe, a ausência temporária do pai etc. Com
bom-senso e sinceridade, prefere jogar em cima de sua estrela mirim as
confusões de uma infância marcada por uma crise de identidade
sexual sem saber ao certo aonde isso vai dar (85 min). 10 anos. Estreou
em 15/11/2012. Legendado. Cine Centoequatro (80 lugares). Praça Ruy Barbosa
(Praça da Estação), 104, centro, ☎ 3222-6457. Tomboy (leg): 18h e 21h. Não há
sessões às segundas. R$ 10,00.
As atrizes mirins Malonn Lévana e Zoé Héran, em Tomboy: o drama
francês trata com delicadeza crises de identidade sexual na infância
Blog para discussão sobre a sexualidade na Educação Infantil
terça-feira, 20 de novembro de 2012
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Video muito interessante
http://www.youtube.com/watch?v=EAWBAks-PXU&feature=related
Este vídeo é bem interessante, apesar de ter problemas conceituais sobre masturbação e também ter problemas de audio, pois varia muito os níveis de som, traz entrevistas interessantes de profissionais da área colocando como sua formação abordou a sexualidade como parte do currículo.
Este vídeo é bem interessante, apesar de ter problemas conceituais sobre masturbação e também ter problemas de audio, pois varia muito os níveis de som, traz entrevistas interessantes de profissionais da área colocando como sua formação abordou a sexualidade como parte do currículo.
Infans = sem fala
No artigo A SEXUALIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL, a autora, Virginia Georg Schindhelm, reflete sobre a sexualidade das crianças no contexto escolar e conceitua a sexualidade como "uma construção social, ainda hoje, polêmica na escola pela multiplicidade de visões, crenças, tabus, interditos e valores dos que nela estão inseridos".
Virginia ainda fala da idéia que infância vem de infans que significa o que não fala. Então é possível pensarmos na sexualidade infantil como aquela sobre a qual não se pode falar e também não se pode ver.
Precisamos entender a sexualidade como natural do ser humano, algo que se desenvolve aos poucos e não como um tabu ou assunto proibido. Respeitar o desenolvimento infantil é entendê-lo como global e aceitar todos os seus aspectos como parte do pedagógico.
http://www.uff.br/revistaleph/pdf/art9.pdf
http://www.uff.br/revistaleph/pdf/art9.pdf
Diferença entre o toque e a masturbação
Erroneamente, denominamos o toque que as crianças na fase da educação infantil fazem em sua genital como masturbação. Porém, a masturbação envolve uma fantasia sexual e só acontece mais tarde quando o indivíduo toma consciência do seu ato. Quando ainda pequenas, as crianças se tocam apenas pelo prazer que lhes proporciona e pela curiosidade de conhecer a si mesma. Portanto, o nome masturbação deve ser evitado e substituido por toque, evitando interpretações enganosas.
A importância de entender o público e o privado
Os professores da Educação Infantil precisam entender que não é o ato de se tocar que deve ser repreendido na criança, mas sim o discernimento de saber onde é permitido se tocar. Os pequenos precisam entender a diferença entre o público e o privado. Afinal a descoberta do prazer que o toque ao genital traz é natural do individuo. Ele só não pode acontecer em três situações: em público, com frequencia e ao ponto de ferir. Portanto, educadores devem estar atentos e saber conversar, sem expor, atentando não para o fato em si, mas para o propósito do local.
Video da Revista Nova Escola traz entrevistas e esclarecimentos
Uma edição on line da Revista Nova escola traz um vídeo muito interessante com entrevista com crianças da educação infantil e esclarece como os educadores devem perceber a sexualidade nessa idade. O vídeo mostar depoismento de uma professora que trabaha na área e coloca a importância de se dar respostas objetivas às crianças quando nós questionam, sem mentiras e nem aprofundamentos para que elas mesmas construam seu próprio entendimento.
http://revistaescola.abril.com.br/crianca-e-adolescente/desenvolvimento-e-aprendizagem/video-pensamento-infantil-sexualidade-529074.shtml
http://revistaescola.abril.com.br/crianca-e-adolescente/desenvolvimento-e-aprendizagem/video-pensamento-infantil-sexualidade-529074.shtml
O que diz o PCN sobre a sexualidade
“A sexualidade tem grande importância no desenvolvimento e na vida
psíquica das pessoas, pois independentemente da potencialidade reprodutiva,
relaciona-se com a busca do prazer, necessidade fundamental dos seres humanos.
Neste sentido, a sexualidade é entendida como algo inerente, que se manifesta
desde o momento do nascimento até a morte, de formas diferentes a cada etapa do
desenvolvimento.” (PCN, p. 117)
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