terça-feira, 20 de novembro de 2012

Sexualidade infantil na telona!

Para os amantes da sétima arte, uma dica imperdível de um filme que trata da identidade sexual das crianças.

TOMBOY, de Céline Sciamma (Tomboy, França, 2011). Drama. Não foi à toa que a diretora e roteirista francesa Céline Sciamma saiu do Festival de Berlim do ano passado com o prêmio Teddy, destinado às produções de temática homossexual. Com abordagem original e atuação sensacional da pequena protagonista Zoé Héran, a cineasta supera os clichês usados em seu filme Lírios d’Água, de 2007. A menina interpreta Laure, uma garota de 10 anos que se muda com os pais (Mathieu Demy e Sophie Cattani) e a irmã caçula (a adorável Malonn Lévana) para um subúrbio de Paris. É verão, Laure só veste bermudão e regata. De cabelos curtinhos, acaba confundida pela vizinha Lisa (Jeanne Disson) com um menino. Apresenta-se, então, como Mickäel e, a partir daí, decide assumir a farsa para ela e os demais amiguinhos. Entre o humor e o drama, a realizadora traz à tona conflitos triviais familiares — a terceira gravidez da mãe, a ausência temporária do pai etc. Com bom-senso e sinceridade, prefere jogar em cima de sua estrela mirim as confusões de uma infância marcada por uma crise de identidade sexual sem saber ao certo aonde isso vai dar (85 min). 10 anos. Estreou em 15/11/2012. Legendado. Cine Centoequatro (80 lugares). Praça Ruy Barbosa (Praça da Estação), 104, centro, ☎ 3222-6457. Tomboy (leg): 18h e 21h. Não há sessões às segundas. R$ 10,00.

As atrizes mirins Malonn Lévana e Zoé Héran, em Tomboy: o drama francês trata com delicadeza crises de identidade sexual na infância

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Se é natural, tem que ser inserida na educação


Video muito interessante

http://www.youtube.com/watch?v=EAWBAks-PXU&feature=related
Este vídeo é bem interessante, apesar de ter problemas conceituais sobre masturbação e também ter problemas de audio, pois varia muito os níveis de som, traz entrevistas interessantes de profissionais da área colocando como sua formação abordou a sexualidade como parte do currículo.

Infans = sem fala

No artigo A SEXUALIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL, a autora, Virginia Georg Schindhelm, reflete sobre a sexualidade das crianças no contexto escolar e conceitua a sexualidade como "uma construção social, ainda hoje, polêmica na escola pela multiplicidade de visões, crenças, tabus, interditos e valores dos que nela estão inseridos".
Virginia ainda fala da idéia que infância vem de infans que significa o que não fala. Então é possível pensarmos na sexualidade infantil como aquela sobre a qual não se pode falar e também não se pode ver.
Precisamos entender a sexualidade como natural do ser humano, algo que se desenvolve aos poucos e não como um tabu ou assunto proibido. Respeitar o desenolvimento infantil é entendê-lo como global e aceitar todos os seus aspectos como parte do pedagógico.

http://www.uff.br/revistaleph/pdf/art9.pdf

Diferença entre o toque e a masturbação

Erroneamente, denominamos o toque que as crianças na fase da educação infantil fazem em sua genital como masturbação. Porém, a masturbação envolve uma fantasia sexual e só acontece mais tarde quando o indivíduo toma consciência do seu ato. Quando ainda pequenas, as crianças se tocam apenas pelo prazer que lhes proporciona e pela curiosidade de conhecer a si mesma. Portanto, o nome masturbação deve ser evitado e substituido por toque, evitando interpretações enganosas.

A importância de entender o público e o privado

Os professores da Educação Infantil precisam entender que não é o ato de se tocar que deve ser repreendido na criança, mas sim o discernimento de saber onde é permitido se tocar. Os pequenos precisam entender a diferença entre o público e o privado. Afinal a descoberta do prazer que o toque ao genital traz é natural do individuo. Ele só não pode acontecer em três situações: em público, com frequencia e ao ponto de ferir. Portanto, educadores devem estar atentos e saber conversar, sem expor, atentando não para o fato em si, mas para o propósito do local.

Video da Revista Nova Escola traz entrevistas e esclarecimentos

Uma edição on line da Revista Nova escola traz um vídeo muito interessante com entrevista com crianças da educação infantil e esclarece como os educadores devem perceber a sexualidade nessa idade. O vídeo mostar depoismento de uma professora que trabaha na área e coloca a importância de se dar respostas objetivas às crianças quando nós questionam, sem mentiras e nem aprofundamentos para que elas mesmas construam seu próprio entendimento.
http://revistaescola.abril.com.br/crianca-e-adolescente/desenvolvimento-e-aprendizagem/video-pensamento-infantil-sexualidade-529074.shtml

O que diz o PCN sobre a sexualidade



“A sexualidade tem grande importância no desenvolvimento e na vida psíquica das pessoas, pois independentemente da potencialidade reprodutiva, relaciona-se com a busca do prazer, necessidade fundamental dos seres humanos. Neste sentido, a sexualidade é entendida como algo inerente, que se manifesta desde o momento do nascimento até a morte, de formas diferentes a cada etapa do desenvolvimento.” (PCN, p. 117)